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Força nova para o Gigante Guarani (Informativo Set/2019)

Atuando como guardiães da Mata Atlântica e dos mananciais de água na região onde vivem, agricultores parceiros do Projeto Gigante Guarani se dispõe a plantar florestas e cultivar sem agrotóxicos na intenção de preservar a qualidade dos alimentos e proteger as águas subterrâneas e de superfície.

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Tecnologia “Muvuca” de restauração em área de Agricultura Familiar

O Gigante Guarani é um projeto que objetiva restaurar 200 hectares de Mata Atlântica utilizando três modalidades diferentes de restauração florestal: o plantio de árvores nativas, a condução da regeneração natural e o plantio por meio de uma técnica chamada “Muvuca”.

Segundo Pedro Jovchelevich da Associação Brasileira de Agricultura Biodinâmica – ABD, a “Muvuca” é um sistema de restauração agroflorestal onde são misturadas sementes de árvores nativas, adubos verdes e sementes agrícolas. Além de ser muito mais econômico o método é muito aconselhável, pois traz mais diversidade ao plantio. Além disso este sistema privilegia a cadeia de coletores de sementes.  No caso deste Projeto, as redes envolvidas foram a Rede de Sementes Quilombola do Vale do Ribeira e Rede de Sementes Xingu, apoiadas pelo Instituto Socioa Ambiental – ISA que é parceiro do Gigante Guarani nesta etapa. Além destas sementes também foram utilizadas sementes feitas a partir de uma coleta realizada na região, pela equipe de pesquisadores da UNESP Botucatu e da ABD.

Foi com o apoio do ISA, da ABD e da Casa da Agricultura, que a primeira área de “Muvuca” foi implantada pelo Projeto Gigante Guarani no Sítio Vitória situado em Pardinho – SP e que pertence à família da Camila e do José Augusto Paulette. No sítio a família produz, a quatro anos, hortaliças e obtém sua renda vendendo seus produtos para a merenda escolar de Pardinho e região. Com a preocupação de preservar a diversidade, manter a área de Preservação Permanente e cuidar do leito do rio que passa em sua propriedade, Sr José aderiu ao Projeto.

O preparo da terra foi feito utilizando uma roçadeira e, com o trator, foi passado o arado e a grade. Assim que o terreno destinado ao plantio estava pronto, veio a equipe de técnicos e pesquisadores do Projeto para fazer o plantio. Foram, então, riscadas as linhas e nelas foi colocado o Yoorin, fertilizante a base de fósforo. Feito isso, três tipos diferentes de plantios de sementes nativas com adubação verde foram plantadas: a mistura de sementes sem o milho e a abóbora, um plantio com milho e outro com abóbora. Segundo o pesquisador do Projeto Richardson Barbosa, esta pesquisa na área servirá para validar o melhor método e para verificar como proceder para o controle do mato.

É importante ressaltar que, além da escolha minuciosa das sementes florestais e a sua proporção em termos de sucessão florestal, foi utilizado um Preparado Biodinâmico composto de esterco curtido no chifre da vaca e um conjunto de ervas medicinais chamado Fladen, dinamizados em água e colocados nas sementes e no plantio. Todo este tratamento com o intuito de auxiliar na germinação e na decomposição da cobertura morta.

A família do da Camila e do José está crescendo. Além da Gabriela de doze anos e do Gabriel de dois anos e meio, mais um filho está a caminho e com ele José espera que floresta de Muvuca na beira do rio cresça e dê muitos frutos e novas sementes, ajudando na preservação do futuro desta e das próximas gerações.

Estas ações fazem parte do atual projeto que é financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social- BNDES e gestão da Faculdade de Ciências Agronômicas – FCA e da Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais – FEPAF (UNESP). Quem executa o Programa Gigante Guarani desde 2006 é o Instituto Giramundo Mutuando e o Instituto Itapoty, com a parceria da Associação Brasileira de Agricultura Biodinâmica, entre outros parceiros. Uma das parcerias importantes está sendo realizada com o Instituto Socioambiental – ISA, que atua em diversas partes do Brasil.

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Lançamento do Gigante Guarani apresenta resultados positivos

O lançamento da nova fase do Gigante Guarani no final do mês de maio atingiu o objetivo de dar publicidade ao projeto na região e realizar uma série de atividades como palestras, teatro e exposição.

Autoridades e convidados dos municípios que apoiam o Projeto compareceram ao evento realizado no auditório da Faculdade de Ciências Agronômicas, na fazenda Lageado, que contou também com representantes da imprensa regional. Um total de 181 estiveram presentes e houve boa repercussão nas mídias regionais e sociais. O evento também proporcionou articulação entre representantes de diversas instituições governamentais e da sociedade civil, configurando um potencial apoio futuro ao Projeto.

O professor Caio Antonio Carbonari, diretor presidente da  Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf / Unesp), instituição  que atua na coordenação geral e gestão financeira do projeto, ressaltou a importância das parcerias e a influência que o Gigante Guarani pode ter nas políticas públicas da região: “O programa Gigante Guarani é grandioso em muitos aspectos, mas destaca-se por reunir pessoas e instituições para recompor a vegetação nativa associada à geração de renda para os produtores rurais e, dessa forma, atender os três grandes pilares da sustentabilidade: o ambiental, o econômico e o social. Além disso, certamente os resultados do projeto vão influenciar as políticas públicas para a garantia do desenvolvimento sustentável na região, consequentemente trazendo ganhos à qualidade de vida da nossa população”.

Raphael Duarte Stein, gerente do Departamento de Meio Ambiente e Gestão do Fundo Amazônia do BNDES, também destacou a importância das parcerias para a execução do projeto. “Sabemos que não é fácil executar um projeto desse porte. Essa parceria entre todas as instituições, incluindo as prefeituras, é fundamental para que haja sucesso. O BNDES acredita que quando se chega numa propriedade rural com um pacote completo, que envolve assistência técnica para melhoria da produtividade, juntamente com a parte ambiental, a chance de convencimento do proprietário rural é maior. Acreditamos muito que esse projeto atingirá seus objetivos”.

Representantes dos municípios beneficiados também mostraram sua confiança nos trabalhos que estão sendo desenvolvidos e manifestaram sua disposição de colaborar para que os objetivos possam ser atingidos.  O prefeito de Itatinga, João Bosco Borges, disse acreditar que teremos a felicidade de ver nossas matas recompostas, com ganhos bastante significativos para as futuras gerações da região. Já  o diretor de meio ambiente de Pardinho,  Nivaldo Cruz, afirmou que o projeto parte do princípio de conscientizar o produtor rural que é na sua propriedade que a proteção acontece e que ele tem uma responsabilidade grande na preservação dos recursos naturais, em especial a água.

O titular da Secretaria Municipal do Verde em Botucatu, Márcio Piedade Vieira, destacou que, embora o município não seja diretamente beneficiário do projeto, está solidário com o trabalho desenvolvido nos municípios vizinhos, que beneficiam a região como um todo.

Também se manifestaram integrantes das equipes que compõe o Programa Gigante Guarani, como a professora Renata Fonseca, da Fepaf, a diretora do Instituto Giramundo, Beatriz Stamato, e o ecólogo do Instituto Itapoty Murilo Gambato de Mello.

Foram realizadas palestras magistrais sobre  “Restauração de Ecossistemas Florestais: Histórico, Avanços e Desafios” pela professora Vera Lex Engel da FCA/UNESP; “Adequação Ambiental em Pequenas Propriedades Rurais na Mata Atlântica”, pela professora Natália Guerin, também  da FCA/UNESP;   “Atuação da CATI na Região: Programas e Projetos voltados à Conservação”, por Julio César T. Romeiro da CATI;  “O que são e qual é a importância das áreas de recarga do Aquífero Guarani?” pela doutora Ana Paula Justo do Serviço Geológico do Brasil.

O evento finalizou com a peça teatral “Água de Pedra”, sobre a formação do Aquífero Guarani e uma visita guiada ao trailer do Museu de Mineralogia Aitiara. estacionado em frente ao auditório.

Clique no link abaixo para ver os conteúdos das palestras
Palestras

 

 

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Palestras realizadas no evento de lançamento são disponibilizadas para acesso

Durante a realização do evento de lançamento do Projeto Gigante Guarani, foram realizadas palestras magistrais sobre:

“Restauração de Ecossistemas Florestais: Histórico, Avanços e Desafios” pela professora Vera Lex Engel da FCA/UNESP

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“Adequação Ambiental em Pequenas Propriedades Rurais na Mata Atlântica”, pela professora Natália Guerin, também  da FCA/UNESP

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“Atuação da CATI na Região: Programas e Projetos voltados à Conservação”, por Julio César T. Romeiro da CATI

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“O que são e qual é a importância das áreas de recarga do Aquífero Guarani?” pela doutora Ana Paula Justo do Serviço Geológico do Brasil.

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Primeira fase do projeto apoiado pelo BNDES finaliza com êxito

A primeira fase do projeto Gigante Guarani apoiado pelo Banco de Desenvolvimento – BNDES, foi concluída com êxito. Foi obtido 100% de conclusão de suas principais metas, incluindo 50 termos de compromisso assinados junto aos proprietários que receberão os trabalhos de reflorestamento. Um aspecto a se destacar foram as parcerias fechadas nesta primeira fase, especialmente o acerto dos detalhes da cooperação técnica com o Consórcio de Estudos Recuperação e Desenvolvimento Sustentável da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo – CEDEPAR e com a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral – CATI. Estas duas instituições permitirão otimizar recursos, aprimorar o trabalho e fortalecer a equipe para o alcance das metas futuras.

Segundo Marcos Roberto Pinheiro, que realiza o apoio à gestão do Projeto “a importância desta etapa foi ter a integração da equipe, o planejamento claro das atividades iniciais, a identificação dos papéis e a aproximação com o município de Itatinga, primeira a ser beneficiada pelas ações. Nesta aproximação inicial foram assinados os termos de compromisso com os proprietários beneficiários, bem como realizadas articulações para o fortalecimento do Projeto na localidade. A meta da primeira etapa foi concluída contemplando 52 hectares a serem restaurados, pertencentes a quase 40 proprietários”.

Outro ganho desta primeira fase foi, ainda segundo Marcos, o de “reiterar os compromissos com as instituições executoras, Instituto Itapoty e o Instituto Giramundo Mutuando, bem como com as parceiras CEDEPAR e Associação de Agricultura Biodinâmica – ABD”. Um resultado não previsto, neste âmbito das parcerias, foi o de avançar nas tratativas da parceria com a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável – CATI, o que permitirá ampliar o conhecimento acerca dos proprietários da região. Consolidar esta rede de parceiros, foi fundamental”.

Avançou-se, ainda, na confecção de diversos materiais de comunicação e na estruturação e lançamento do site do Projeto. Segundo Marcos, “foi possível também nesta primeira etapa aquisição por meio de doações de mudas, compostos e outros insumos e a definição de um banco de áreas para uma possível restauração de áreas em Botucatu ampliando da área de abrangência, caso venha a ser possível a inclusão no atual projeto em execução”.

Para finalizar, Marcos informa que as próximas etapas serão importantes para o Projeto. Segundo ele, “no primeiro semestre de 2019 será realizado o plantio de 20 hectares de mudas nativas, utilizando técnicas inovadoras, fruto de pesquisas na área. Será iniciada, ainda, a ampliação da abrangência do Projeto para Bofete e Pardinho, com o objetivo de firmar novos compromissos para mais 150 hectares de áreas a serem recuperadas”.

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Termo de cooperação técnica com Cedepar fortalece o projeto

No último dia 25 de janeiro a Profa. Dra. Renata Fonseca, responsável legal do projeto Gigante Guarani apoiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social – BNDES, realizou, juntamente com gestores e técnicos da instituição, uma importante reunião com o Consórcio de Estudos Recuperação e Desenvolvimento Sustentável da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo – CEDEPAR, a fim de buscar apoio na produção de mudas para abastecer as atividades de reflorestamento e recuperação da Mata Atlântica das regiões beneficiária. A reunião visou tratar dos detalhes do termo de cooperação técnica e ocorreu na prefeitura municipal de Pardinho.

Segundo a professora, Renata, o “objetivo foi fortalecer a parceria dentro do Projeto e posicionar a instituição das próximas etapas do trabalho”. Estas articulações são fundamentais para dar robustez e sustentabilidade às ações. “O CEDEPAR, é um elo importante da cadeia, já que ele é antigo e já reconhecido na região por contribuir com este trabalho de restauração”, complementa Renata.

A importância da parceria é grande, pois a ação do CEDEPAR auxiliará na produção de mudas para restauração. A professora Magali Ribeiro da Silva, que coordena a parte de coleta de sementes e produção de mudas, entende que a estrutura do CEDEPAR é fundamental para que estas atividades específicas aconteçam a contento. A professora Magali possui grande conhecimento técnico científico para a produção de mudas e desenvolverá pesquisas junto ao projeto Gigante Guarani.

Ainda segundo a professora Renata, a fase agora é de aquisição de material para reforma do barracão do CEDEPAR e aquisição das bandejas e insumos para a produção de sementes. No primeiro semestre de 2019, novas parcerias serão firmadas e pretende-se celebrar a consolidação desta rede por meio da realização de um evento em Itatinga, primeiro município a ser beneficiado.

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Quero ser um guardião participativo

Sr. Lineu Barnabé, mas conhecido como Biguá, é agrônomo aposentado, mas fez longa carreira como professor, além de ter tido uma forte atuação política na cidade de Itatinga. Sr. Lineu é também um preservador dos recursos naturais. Segundo ele “Itatinga foi a cidade que abracei e criei raízes. É uma cidade que vai crescendo aos poucos e com qualidade de vida”.

Na Estância Santa Luiza, que herdou da família, melhorou as pastagens, fez melhorias e regenerou as matas. Se orgulha em dizer que recuperou as nascentes que abastecem a propriedade, que hoje produz leite, milho, frutas e eucalipto.

O projeto Gigante Guarani tem a meta de recuperar 200 hectares de matas e Sr. Lineu será beneficiário. Em sua propriedade serão recuperados 6,58 hectares com espécies nativas. Sua responsabilidade será de manter as mudas e garantir que o reflorestamento tenha êxito. Para isso se considera um guardião não só da mata, mas especialmente do Aquífero Guarani, uma vez que o reflorestamento é feito em áreas próximas de recarga desse importante manancial.

O Projeto tem já mapeados 78 proprietários que são potenciais novos Guardiões do Aquífero Guarani. Em nosso Banco já estão assinados os termos de compromisso de recuperação de quase de 50 hectares, somente no município de Itatinga. A intenção é que o mesmo trabalho seja feito nos municípios de Bofete, Pardinha e Botucatu.

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Filmagem das áreas que serão recuperadas

Na sexta feira dia 16/11/2018 foi realizada uma filmagem aérea de Drone para sobrevoar as áreas que serão recuperadas pelo projeto Gigante Guarani executado pela Fepaf, Instituto Itapoty e Giramundo com apoio do BNDES na cidade de Itatinga, São Paulo. Somente em Itatinga serão quase 60 ha de Mata Atlântica recuperada com árvores nativas.

Assista ao vídeo