Respondendo à urgente necessidade de recuperação e proteção dos recursos hídricos e da biodiversidade na área de recarga do Aquífero Guarani, o Instituto Giramundo elabora, em 2006, o primeiro “Projeto Gigante Guarani”, eleito pelo WWF-Brasil, como o melhor projeto Socio Ambiental do sudeste brasileiro, recebeu apoio financeiro para a realização da restauração florestal. A partir daí e com a colaboração do Instituto Itapoty, CEDEPAR, Fundação de Estudos e Pesquisas Florestais (FEPAF), Faculdade de Ciências Agronômicas da UNESP – Botucatu e outros apoiadores, foram elaborados diversos outros projetos, passando a se chamar “Programa Gigante Guarani”.

As áreas que o Programa Gigante Guarani tem recuperado com estes projetos contém alto valor ecológico, pois além de possuírem importantes remanescentes de Mata Atlântica, são áreas de recarga do Aquífero Guarani, que é um imenso manancial de água e está ameaçado pela agricultura convencionalmente praticada neste território. A pecuária extensiva e a infiltração de substâncias tóxicas podem contaminar irreversivelmente este importante reservatório, sendo necessário o uso de estratégias agroecológicas em toda prática de agricultura que se faz sobre ele.

Desde 2006, o Programa recebeu financiamentos diversos, como do Ministério do Meio Ambiente, da FEHIDRO e do CNPq. Com estes apoios realizou atividades de campo, plantios, desenvolveu estudos, materiais didáticos, formou jovens nas escolas públicas e mapeou fragmentos florestais importantes.

O Programa Gigante Guarani atualmente conta com o apoio do BNDES para reflorestar, nesta nova fase, 200 hectares nos municípios de Itatinga, Bofete e Pardinho. O projeto também prevê a criação de mecanismos de captação de recursos diretamente com a sociedade civil para ampliar o compromisso de todos na recuperação da biodiversidade e deste patrimônio hídrico natural situado em Botucatu e região.

Para o/a agricultor/a o Projeto permite a adequação ambiental da propriedade rural conforme o Código Florestal Brasileiro (lei no 12651/2012), que prevê a conservação das Áreas de Preservação Permanentes e das Reservas Legais.

Com isso tudo, o Programa permitirá realizar novas ações de restauração, conectando fragmentos, recuperando nascentes de rios que abastecem a população da região e envolvendo famílias do campo e da cidade na recuperação e conservação dos recursos naturais.